sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Perturbação poética

"[...] Os três se aquietaram como se ouvissem apenas o silêncio e como lhes era confortável esse sem susto. O artesão mais trabalhou à luz do fogo e as duas mulheres calaram-se. Esperavam pelo sono para se mudarem para o dia seguinte. Havia sempre esperança na travessia nocturna. Cada deus revia a criação no quieto da noite. Acender os dias era sempre a possibilidade de uma nova criação. Era importante dormir com esperança." 



 Valter Hugo Mãe. Homens imprudentemente poéticos, 2016.